Gestão do intangível: o conhecimento dentro de casa

Em tempos de crise como a que o Brasil enfrenta no último ano, muito se discute uma solução para a equação corte de verba versus necessidade de investimento para se diferenciar no mercado e manter o desempenho. Nesse sentido, muitos gestores ainda focam apenas na aplicação de recursos financeiros, mas se esquecem que o ato de investir está relacionado a aplicação de recursos, sejam eles de qualquer natureza, para se alcançar um objetivo.

Ou seja, uma possível saída para esse cenário é olhar um pouco para dentro de casa, ao invés de só tentar sair da caixa, e aplicar os atuais recursos, como capital, força de trabalho, conhecimento, tempo e esforço, de uma maneira mais sofisticada e eficiente. Existe uma série de possibilidades que podem ser seguidas por cada segmento de atividades, mas uma sugestão de pontapé que se encaixa para todos eles é olhar com mais atenção para a necessidade da gestão do conhecimento.

Engana-se quem pensa que nós saímos da era em que informação era tida como moeda corrente e fornecia vantagens competitivas. O contexto mudou, a comunicação é mais dinâmica e o acesso à informação foi democratizado. Então, a empresa que souber gerenciar esse conhecimento adquirido de forma estratégica para concentrá-lo, não perdê-lo e utilizá-lo de forma a auxiliar as decisões consegue dar o primeiro passo para investir com os recursos já disponíveis.

Vamos pegar como exemplo um projeto de Fieldmarketing desenvolvido para um cliente que tem operação em toda a América Latina. O sucesso do projeto, entre outros pontos, depende do profundo conhecimento do negócio do cliente, da sua atuação no mercado e dos dados gerados pelo dia-a-dia da operação, além da integração disso com as informações dos outros mercados. Agora, imagine se todo esse conhecimento estiver retido apenas na cabeça de um especialista. É normal que membros da equipe migrem de projetos, busquem novas oportunidades, sejam incorporados ao cliente ou simplesmente sigam outras direções. E aí, muitas informações importantes e detalhes dos processos de trabalho que ficam arquivados apenas nas mentes dos profissionais se perdem, impactando todo o resultado.

O desafio é manter a sabedoria e o conhecimento dentro de casa, mesmo depois que um colaborador deixe o projeto ou a empresa. Para garantir a gestão do conhecimento, do capital intelectual, da aprendizagem organizacional, da inteligência organizacional e da educação corporativa, é essencial que as empresas priorizem a implementação de processos que organizem e sistematizem a capacidade da companhia de capturar, armazenar, gerar, criar, analisar, traduzir, compartilhar e fornecer a informação exata de maneira rápida e precisa.

Isso está diretamente relacionado à eficiência buscada e que comentei ser possível sem grandes esforços financeiros. Adotar soluções tecnológicas que permitem transformar esse conhecimento em informação arquivada e disponível para todos os envolvidos, a todo instante, de forma atualizada e a um clique de nossas mãos custa menos do que ter que conquistar todo o conhecimento novamente caso uma peça do quebra-cabeça saia do lugar. Estes mecanismos maximizam o bem intangível que é o conhecimento e o torna em vantagem competitiva. Eles fazem com que o processo de tomada de decisões seja mais assertivo e aconteça com maior agilidade.

Guilherme Pierri é strategic account manager da Marco Marketing Brasil, empresa especializada em estratégias Field Marketing.

Fonte: Administradores.com

tags: gestores, crise, Brasil, necessidades



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